quinta-feira, 30 de julho de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Carrossel


De madeira são feitos.
Madeira hoje em desuso, que fez as delícias de gerações, através de carros, jogos, cavalos de baloiço.
Cavalos.
De carrossel, neste caso.
Sentávamo-nos neles imaginando percorrer longas pradarias, com “índios” sempre à espreita e prontos a atacar. As meninas talvez pensassem na Bela Adormecida e no príncipe dos seus sonhos. Para uns e outros, eram cavalos alados, nossos, seguros.
Hoje, em tempos de jogos electrónicos, quase espanta como sobreviveram, como resistem à marcha inexorável do tempo, destruidora de muito do encantamento com que crescemos.
Mas lá estão.
Americanizados herdeiros ricos de uns toscos parentes que sem subir ou descer enquanto rodavam, cumpriam a sua missão de 360 graus ronceiros e oleosos, círculo perfeito repetidamente executado.
Por vinte e cinco tostões.

(Jardim Zoológico. Julho 2009)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Mais uma?





Quinta das Laranjeiras.
Em Sete Rios.

O estado de degradação é bem evidente.
O anúncio de que está à venda é motivo de preocupação.
Naquela zona da cidade, com a área que ocupa…face à vizinhança bem visível, é quase certo que aquele belo edifício dará lugar a modernos “caixotes”, envidraçados e incaracterísticos.
Lisboa perderá mais uma bela construção, devorada pelos interesses imobiliários, absolutamente alheios à palavra património.
Ou estarei enganado?
Oxalá!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Lisboa em Prosa (4)


“Há vozes e cheiros a reconhecer – cheiros, pois então: o do peixe de sal e barrica nas lojas da Rua do Arsenal, não vamos mais longe; o da maresia a certas horas nas docas do Tejo; o do Verão nocturno dos ajardinados da Lapa; o dos armazéns de aprestos marítimos entre Santos e o Cais do Sodré; o do peixe a grelhar em fogareiro à porta dos tascos de recanto ou de travessa, desde o Bairro Alto a Carnide; há, no Inverno pelas ruas, o cheiro fumegante das castanhas a assar nos fogareiros dos vendedores ambulantes.”

José Cardoso Pires

segunda-feira, 13 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Instantâneos (15)



Escondidos em entradas de prédios, "tesouros" deste quilate passam despercebidos a quem não espreite portas semi-abertas. Mas, de quando em vez, são descobertos pela curiosidade e interesse de quem os procura.

Comércio que persiste em resistir à voragem do tempo, com dificuldades nítidas que se enfrentam com a coragem adquirida por décadas de existência, herança de avós que se respeita, restos de uma Lisboa típica e característica que alguns ainda tentam preservar.

Na Rua de S.Julião.