segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Há 50 anos (6)


Cruzamento da Av. D.Carlos I com a Av. 24 de Julho.
Não é só do sinaleiro que temos saudades.
A aberração actual cria outras...

(Fotografia de 1959 retirada do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa)

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Lisboa em Prosa (6)


“Depois de uma enfiada de ruas lôbregas aparecia um bocado de Tejo, passavam-se os arcos, as antigas portas, o lavadouro público encostado à muralha dos comboios e penetrava-se no coração do bairro. Triste e cheio de armazéns! O vinho, os panos e os tabacos faziam a riqueza de grandes industriais que não viviam nele. Dois mosteiros antigos, de uma imponência morta, despercebida, colocados a um extremo e outro da artéria irregular que atravessa toda aquela baixa, lembravam um estranho passado: tempos elegantes e piedosos, que os grandes entrepostos e fábricas do presente sepultavam sem sequer negar”.


Irene Lisboa

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Há 50 anos (5)




Largo de S.Miguel, em Alfama.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Lisboa nas Telas (4)


Tom.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Instantâneos (18)



A Sé.
Suja.

Quem por lá passa, observa este espectáculo de abandono.
Ou incúria?

Multidões.
Diariamente.

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Lisboa em Prosa (5)


“Mas senhores! Já não se vende peixe pelas ruas! Acabaram-se as varinas!”

Desapareceram, sumiram-se das ruelas de Lisboa, apesar de tão enaltecidas por gerações e gerações de jornalistas e até por grandes poetas. Estou a lembrar-me de um agora esquecido que se chamava Carlos Queiroz, e não hesitou em escrever, em quintilhas de improviso, um poema de circunstância que começava assim:

Ó varina, passa,
Passa tu primeiro!
Que és a flor da raça
A mais séria graça
Do país inteiro.

Quase ao mesmo tempo, eu chamava-lhes “sereias de sal”. E alguns anos antes, o Almada dizia, já não sei onde, que “elas traziam o mar nos aventais”.


José Gomes Ferreira

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

À antiga


Lembram-se dos prédios antigos, em que elevador era utopia, e que tinham, mal se entrava, a porta da porteira ou uma arrecadação?
Os corrimões eram gradeados, os degraus de madeira bem encerada, e o ferro que se via era quase sempre trabalhado.
Tempos em que havia esmero na construção.
E trabalho de artistas.


(Fotografia tirada na Rua de S.Julião)