sábado, 29 de setembro de 2012
Outros tempos...
Há tempos, tive oportunidade de visitar as antigas instalações de "O Século".
Enquanto fotografava, lembrei o ardina que, enrolando o jornal, o enviava para a varanda do 4º andar onde eu morava, o tempo em que os jornais faziam parte integrante do nosso quotidiano, de manhã e à noite, títulos como o "Diário Popular" e o "Diário de Lisboa", "A Capital" que em jovem comprava apenas para ler o editorial de Francisco Sousa Tavares, os desportivos, o tamanho dos matutinos, enormes, o número avassalador de páginas, o cheiro, as mãos sujas de tinta após a leitura, as bolsas gigantescas que os vendedores de jornais punham ao ombro, os pregões, enfim, um passado varrido pelos computadores, pelas televisões, pelo acesso instantâneo à informação.
Esqueci, por momentos, a Censura.
E tive saudades.
sábado, 8 de setembro de 2012
Esmaltes.
Negócios que vinham dos tempos em que Lisboa não tinha água canalizada.
Que à falta de montras expositoras, aproveitavam uma simples janela para apresentar os produtos.
Santa Marta.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
domingo, 25 de dezembro de 2011
Laçarotes
Em tempo de presentes.
Mais ausentes, seguramente.
Lisboa tem poucos para desembrulhar, e limitou-se aos indispensáveis.
No Natal de 2009 até os prédios ostentavam laçarotes de Festa.
Talvez com alguma inconsciência.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Rua das Gaivotas
Na rua delas, não avistei gaivota nenhuma.
Deduzi que não haveria tempestade no mar.
Varandas rendilhadas, janelas abertas, roupa a secar, flores.
Cheirava bem. A Lisboa.
sábado, 5 de novembro de 2011
Poetas de Lisboa (21)
"Travessa da Espera"
“- Diz-me de quê.
Depressa.
Ou porquê. Ou por quem.
- Não tenhas pressa.
É tarde. Já não vem ninguém.”
Pedro Bandeira Freire
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