segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Há 50 anos (6)


Cruzamento da Av. D.Carlos I com a Av. 24 de Julho.
Não é só do sinaleiro que temos saudades.
A aberração actual cria outras...

(Fotografia de 1959 retirada do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa)

6 comentários:

Luisa Moreira disse...

José Quintela Soares,

O pior é que estas aberrações, grassam Lisboa fora. edifícios e separadores muito preocupantes!

Abraço
Luisa

divagarde disse...

Pois, o ferro e metal à direita não vão nada bem, embora existam edifícios nos mesmos materiais que têm aura e embelezam. A questão não está na modernidade e nos materiais, mas no bom gosto e boa convivência [uma escultura barroca, bem rebuscada, vai tão bem com um suporte acrílico, vidro ou outras transparências].

Mas prefiro mesmo comentar o sinaleiro, talvez porque se avizinha o Natal [daqui a uns dias é tempo de pinheiro e decorações], e lembrá-lo rodeado de presentes oferecidos pelos traseuntes. Evocação terna de uma cidade que, então, nesses gestos, mais parecia uma aldeia grande.

geocrusoe disse...

não conheci essa versão antiga, mas lembro-me da construção do edifício à direita, pois morava junto a esta avenida um pouco mais acima, no coração da Madragoa.

Maria João disse...

Tenho memória de ver os policias sinaleiros, tal e qual a foto documenta. Infelizmente, fico espantada com as diferenças. Mas o que nos rodeia é apenas fruto daquilo que mudou dentro de nós.

Um abraço

Ana Cristina disse...

Que horror! É de facto uma pena deixar que estes "quadros" aparecçam na cidade.

Anónimo disse...

Este trabalho de colocar lado a lado a foto do antes e depois é muito importante na tomada de consciência da destruição do património da cidade, que continua com este Manuel Salgado, vereador do urbanismo da CML, que quando os serviços da CML chumbam a demolição de um edifício antigo, ele vem e aprova. São inúmeros os exemplos, e um dos agora mais falados é a demolição de um belíssimo edifico de alvenaria de pedra na Praça das Flores para colocar um edifício do Souto Mora, que tem tanto a ver com a Praça das Flores como com a Faixa de Gaza.

É importante ter consciência de quem é objetivamente responsável pelas diferenças como as vistas nessas duas fotos.