domingo, 20 de maio de 2007

Lisboa das Cores


Lisboa azul.
Lisboa verde.
Lisboa das cores,
Lisboa garrida, alegre em contraste com os lisboetas.
Lisboa que se agarra à sua beleza eterna.
Lisboa.
Azul, verde, amarela, rosa, branca, mil matizes
Neste Maio de sol vermelho.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

De 1 a 4


Um poste. Um castelo.
Dois candeeiros. Duas naus. Duas bandeiras.
Três claraboias.
Quatro torres.

sábado, 12 de maio de 2007

Parque Eduardo VII



O pombo quis ficar bem na fotografia.
Pudera, a ocasião não era para menos.
Na cabeça dum cavalo! Quantos pombos o conseguiriam?
Sentiria orgulho em mostrar à numerosa família que invade Lisboa.
Que conspurca a cidade.

O cavalo, esse, é de pedra e tudo suporta.
Abandono, sujidade, isolamento…até pombos!

E mesmo as árvores não conseguiram um consenso.
Enquanto a da esquerda não se moveu um milímetro,
as outras duas inclinaram-se para melhor aparecerem no retrato.

Só a vegetação por trás pareceu indiferente a tudo.
E o telhado ao fundo, entretido a ver o doentio tráfego.

Lisboa também é isto!
Diálogos impossíveis.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

A desaparecer (1)



Nos tempos em que se escreviam cartas, compravam-se os selos em algumas tabacarias, que ostentavam a placa que aqui se mostra.
Não havia mails…nem net….nem chats….nem telemóveis…escreviam-se cartas e bilhetes-postais.

Ainda há tabacarias com selos.
Mas bem poucos os compram.

domingo, 6 de maio de 2007

Restauradores


Praça dos Restauradores.

Onde o “Éden” já não é cinema, o “Condes” virou “HardRock” igual aos similares em todo o mundo, o “Lourenço&Santos” loja de vestuário íntimo feminino, os velhos cafés são agora Bancos.
Sobrevive os “Piratas”, mas sem o fulgor de outros tempos.
Até o elevador da Glória está temporariamente (?) encerrado, por causa do Túnel do Rossio, Santa Engrácia da actualidade.
E o aristocrata “Avenida Palace”, ninho de espiões nos anos 40, parece dizer a tudo o que o rodeia : “Que tristeza!”. No que é acompanhado pelo espectacular Palácio Foz.
E os meninos da estátua, que bem poucos admiram, parecem admirados com tanto "progresso".

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Vielas



Lisboa das vielas.

Cantadas e ditas por fadistas e poetas.
O velho candeeiro que ilumina. Ainda.
O azulejo que resiste.
A janela sem craveiros, o telhado há muito esquecido.

Lisboa das vielas.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Uma outra Havaneza...


Lisboa é também chapa ondulada em portões de correr.
De guardar. De proteger.
De tudo.
Menos da ferrugem. Das latas de “spray” que nelas dão asas à criatividade.

Em 1º de Maio, a frase na chapa.

Lisboa que trabalha.
Lisboa digna.