quinta-feira, 3 de maio de 2007

Vielas



Lisboa das vielas.

Cantadas e ditas por fadistas e poetas.
O velho candeeiro que ilumina. Ainda.
O azulejo que resiste.
A janela sem craveiros, o telhado há muito esquecido.

Lisboa das vielas.

4 comentários:

teresamaremar disse...

Dizem que o fado terá nascido de melancólicos cânticos mouros.
Cantada e pintada, Lisboa labirintica, de traçado mourisco.
São vielas sinuosas e escondidos becos, arcos e íngremes escadinhas, chafarizes.
Craveiros, mangericos e sardinheiras envasadas, pequenos recantos arborizados.

São trilhos de carros amarelos e miradouros, de onde Lisboa espreita o rio.


Fotos, muitas, em

http://www.inlisboa.com/FotoAlbum.htm#

jose quintela soares disse...

Juntem-se-lhes as varinas, os ardinas, os aguadeiros...o mundo de Stuart Carvalhais...e teremos o retrato completo desta Lisboa..."que não morre, e que resiste".

Obrigado teresamaremar por mais um valioso comentário.

teresamaremar disse...

Candeeiros...

nos finais do séc. XVIII só dois móveis existem nas ruas de Lisboa, marcos de pedra chamados "frades", que delimitavam o espaço do peão, e lanternas a azeite, desenhadas pelo engº Martins e Castro,e chamadas "candeeiros cegonha", pois tinham um mecânismo para baixar e levantar.
A iluminação a gás é um luxo posterior que vem permitir prolongar o horário de sociabilidade.
Os primeiros destes candeeiros copiam o modelo dos da Place de la Concorde (1940), substituídos em 1989 (depois de findo o contrato com o fabricante anterior) pelos "candeeiros nabos".

Anónimo disse...

Já não era sem tempo.
Essa é a tua Lisboa, apesar de, na vida do "encanto", teres dois amores - Lisboa por nascimento e o Pico pelo coração.
Haja Saude!
sm+