segunda-feira, 29 de março de 2010

Museu da Cidade


Passeava pelo jardim do Museu da Cidade.
Tarde cinzenta a ameaçar chuva.
Ninguém à volta.

Olhava os “animais” de Joana Vasconcelos.
Estão na “moda”.
Confesso que gosto pouco de “modas”.
E não consigo vislumbrar a relação com aquele jardim, ou com aquele Museu.

Não seria preferível limpar a estatuária original?
Tirar o verdete e sujidade?

Ou é “moda” misturar cor com porcaria?

Ninguém à volta…

5 comentários:

Maria João disse...

Absolutamente de acordo!

Um abraço

divagarde disse...

O Museu da Cidade decidiu criar o Jardim Bordalo Pinheiro nos seus espaços verdes setecentistas. Porventura porque o Museu do mesmo, em frente, não tem espaço para jardim que albergue peças de tais dimensões. E como são vizinhos… terá parecido o lugar mais próprio. Sempre ficam paredes-meias e em boa vizinhança.
Essas peças do lago, bem como outras de vários animais a colocar – ou já colocadas –irão povoar árvores e buxos.
As peças, na primeira foto, são reproduções das de Bordalo segundo os moldes originais, que estavam em arrumo e foram recuperados. Os originais dos mesmos, ou idênticos, crustáceos do artista que estiveram presentes na Exposição Universal de Paris decorando o tecto do Pavilhão Português.

A limpeza da estatuária é um outro assunto…

Zhu Di disse...

mas é da limpeza que se deve falar neste caso.

divagarde disse...

Zhu Di,

sim? apenas? e porque?

Quatro parágrafos do texto em legenda referem o decor de Joana Vasconcelos. Três, a limpeza da estatuária. E dois... já lá vou.

Cada um comenta o que mais lhe chama a atenção, mais lhe agrada ou desagrada, ou a temática com que tem mais afinidade. É por isso que a escrita depois de publicada deixa de pertencer ao seu autor, tornando-se do domínio público e passível de infinitas leituras.

Poderia até ter divagado acerca do Museu da Cidade e sua função [é essa a introdução].

Ou, talvez o mais importante e pertinente fosse ter discorrido acerca do parágrafo repetido Ninguém à volta
[quando o emissor reforça algo é porque é importante, talvez o mais importante].
E esse ninguém à volta permitia dissecar do porquê de alguns museus terem poucos visitantes, dissertar no porquê da ausência de maior divulgação, reflectir no marasmo que não incita as pessoas aos lugares.

Já quanto à estatuária, por mim, até gosto de verdete. É a patina do tempo.

Pena que o seu contributo se tenha ficado pela crítica [nem tão-pouco construtiva], e não haja sido maior e melhor.

Ana Cristina Casqueiro Haderer disse...

Nunca vi lagostas tao horrorosas! E quanto a limpezas é obvio que ja estao fora de prazo!