sábado, 9 de maio de 2009

Instantâneos (11)


“Mudam-se os tempos….”
Quando eu era petiz, os amoladores palmilhavam as ruas, soprando a gaita-de-beiços, empurrando a roda que fazia andar o carrinho de madeira, com um ou outro guarda-chuva pendurado, à espera de reparação. E tesouras. E facas.
Como muitos dos vendedores ambulantes de então, desapareceram.
Mas há quem resista…se "modernize"….se perpetue.
É tosco, mas achei irresistível.
Oxalá dure muitos anos.

6 comentários:

Eduarda disse...

Felicito-te,José Augusto,por trazeres à memória coisas que o tempo levou...Sim,lembro-me muito bem,em criança,ouvir a «sinfonia» dos amoladores.Estou a ouvi-la.E então eu dizia:-Mãe,vem aí o senhor que arranja os guarda-chuvas!».E descia as escadas de minha casa a correr,só para olhar para aquela geringonça.Que saudades!Esta,também é giríssima.
«Mudam-se os tempos...»,mudam-se os carrinhos.
Sim,oxalá...
Abraço

Maria João disse...

Recordar faz bem à alma...
O som da gaita de beiços, ainda cá está e tal como a Eduarda diz: Estou a ouvi-la.

Um abraço

Ana Cristina Casqueiro Haderer disse...

On eu vivia, o amolador passava, a pé, empurrando uma espécie de traquitana esuisita onde amolava facas e tesouras. E tinha um pregão, gritado rouco, um som longo "éééééé oooooo aaaamoladooooor".

Eduarda disse...

Ana Cristina,
O «meu» dizia uma coisa assim parecida,mas com a gaita de beiços.
E eu consolava-me a ouvi-lo.
Fiquem bem

Dr. Mento disse...

Volta e meia, ainda encontro alguns. Se não estou em erro, há um que ainda passa por Telheiras.

Luciana disse...

Por aqui também passou um... Mas num veículo mais “convencional”!

Abraço

Luciana

http://coisapouca-07.blogspot.com/2009/05/eles-andam-ai.html