terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Lisboa e os Poetas (5)



"Lisboa sob névoa"

"Na névoa, a cidade, ébria
oscila, tomba.
Informes, as casas
perdem o lugar e o dia.
Cravadas no nada,
as paredes são menires,
pedras antigas vagas
sem princípio, sem fim."


Fiama Hasse Pais Brandão

2 comentários:

Helena de Tróia disse...

Excelente retrato a P&B. adorei!

Rui Luis Lima disse...

Caro José Quintela Soares!
Este belo poema da Fiama convida-nos a meditar sobre a cidade que nos viu nascer.
Abraço cinéfilo
Paula e Rui Lima