
Na Graça, Sophia contempla Lisboa.
Bronze frio contrasta com a alma quente.
Duvido que goste do que vê.
Bronze frio que lembra.
Sophia referência.
Gritará, contida. Ela, que nunca gostou de amarras.
Bronze frio que marca.
Sophia.
Sempre.


Na entrada principal do antigo “Pavilhão dos Desportos”, olha para a “Feira do Livro”.
Também tem um na mão.
Desconfio que nunca o leu…mas tem.
O seu silêncio…é de pedra.
“Vem nos livros” que o património, seja qual for, deve ser preservado, o que não acontece com a sua morada, que apodrece lenta mas inexoravelmente, sem que ninguém pareça preocupado com isso.
Anunciou-se, há muito, que se projectava para ali o “Museu do Desporto”, mas não se passou disso, do anúncio.
Olha para o movimento na Feira, no Parque.
Já conheceu muitos momentos desses. Multidões. Agitação. Frenesim.
Agora, tem por única companhia o livro.
Frio.
Que nunca leu.
