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sábado, 9 de outubro de 2010

Castilho e Braamcamp

A tranquilidade com que a senhora atravessou a rua, deu lugar ao frenesim de escapes e buzinas.
A bela arquitectura do prédio de esquina, foi tragada pelo "mamarracho" incaracterístico.
O velho candeeiro de Lisboa, traço e rasto de bom gosto, cedeu a posição a sucedâneo de bem pouca beleza.
E a noção de espaço livre...desapareceu por completo.
É quase claustrofóbico o "panorama" actual da Rua Castilho, esquina com a Braamcamp.


(Fotografia a preto e branco do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa).

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Há 50 anos (10)


Há 50 anos esta zona era “dominada” pelo Jardim Zoológico, mas de há muito que a Rodoviária e as estação de comboios relegaram o retiro dos animais para uma posição secundária.
Lembro-me de ver passar o eléctrico.
Lembro-me de “Palhavã”.
E a própria estação de Metro mudou de nome. Passou de “Sete Rios” para “J. Zoológico”.
Talvez como compensação.


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Há 50 anos (9)

Tornou-se curiosidade quando passei pela primeira vez na estação “Senhor Roubado”, numa das linhas do Metro.
“Googlando”…descobri o tal “senhor”. Que é "Padrão".
Depois, consultei o espectacular “Arquivo Fotográfico” da CML, e descobri a imagem que anexo, de 1960.
Finalmente, fui visitar o local.
Vejam as diferenças!
O que 50 anos podem fazer!
Chamo a atenção para o calamitoso estado em que se encontra a bela azulejaria.
Qualquer dia derrubam aquela parede…para não dar “mau aspecto”….





(Fotografia, a preto e branco, do "Arquivo Fotográfico Municipal" da CML).

sábado, 13 de março de 2010

Há 50 anos (8)

Confesso que gosto bem mais sem o "mamarracho" que entenderam colocar à frente da Igreja...

(Avenida da Igreja)


(Fotografia a preto e branco do "Arquivo Fotográfico Municipal")

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Há 50 anos (7)


O amarelo passou do eléctrico para o autocarro, muitos peões deixaram de o ser por utilizarem automóveis, estes invadiram espaços que nem sempre são seus, muita publicidade desapareceu, as proibições mudaram de estilo...

Rua de S.Paulo.



(Fotografia de 1959 pertencente ao Arquivo Fotográfico da CML)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Há 50 anos (6)


Cruzamento da Av. D.Carlos I com a Av. 24 de Julho.
Não é só do sinaleiro que temos saudades.
A aberração actual cria outras...

(Fotografia de 1959 retirada do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Há 50 anos (5)




Largo de S.Miguel, em Alfama.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Há 50 anos (4)


As Escadinhas são as mesmas, os azulejos do prédio à direita também, o candeeiro.
Mas é outra a vegetação, bem mais crescidinha, a ponto de tapar quase por completo a visão da célebre Igreja de Santo Estêvão, inspiração de um fado que Manuel de Almeida e Fernando Maurício cantaram como mais ninguém até hoje.
As árvores tapam a torre, o verde desordenado perturbou a visibilidade, daquele ângulo tão bem fotografado em 1959.
Recordei David Mourão-Ferreira:
“Nos bairros mais antigos há certos núcleos ainda preservados, certos recantos miraculosamente quase intactos, mas na sua maioria as ruas por onde passamos já não são as ruas por onde passámos”.
Exactamente.

(Foto a preto e branco do AFML)



segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Há 50 anos (3)




Os navios de grande porte deram lugar a pequenos veleiros ou rebocadores.
A ponte de então foi substituída por uma mais funcional.
O velho candeeiro desapareceu na voragem do tempo.
O paralelepípedo do asfalto deu a vez a puro alcatrão.

A Rocha de Conde de Óbidos é hoje ponto de passagem de turistas em cruzeiro.
De poucos mais.
Os lisboetas já não sentem vontade de a visitar, nem têm necessidade, porque ninguém viaja de barco.

Nota-se bem que passaram 50 anos.

(Foto do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa)

domingo, 5 de julho de 2009

Há 50 anos (2)



Quando comparo as diferenças entre estas duas fotografias, pergunto-me se não serão mais que justas as crescentes críticas que alguns, de forma pertinente, vêm fazendo ao património que é sonegado, consciente ou inconscientemente (irrelevante para o caso), ao comum dos cidadãos.
Porque se nos anos 50, o transeunte tinha oportunidade de apreciar a beleza destas arcadas do Teatro Nacional D.Maria II e do passeio público, hoje em dia esbarra com um estupidificante mono envidraçado, que a direcção daquela Casa resolveu construir, tapando definitivamente o aprazível local.

Inadmissível.
Mas verdadeiro.


(Fotografia a preto e branco do "Arquivo Fotográfico Municipal" da Câmara de Lisboa)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Há 50 anos (1)


Eu sei que passaram 50 anos…
Mas para além da natural “invasão” que os automóveis fizeram a espaços anteriormente abertos à circulação pedestre, faltam-me as palavras para classificar o que encontrei no “Chafariz da Mãe-de-Água”, passada a Praça da Alegria.
Na fotografia que tirei, tentando posicionar-me na mesma perspectiva da de 1959, mal se nota, mas o pano, a toda a largura, que lá está afixado, reza “Chafariz do Vinho”, organização comercial que, a crer no que se vê, tomou conta do local.
Inacreditável.
Vergonhoso.
Irreal.
Escabroso.

Mesmo que o milagre da transformação de água em vinho tivesse acontecido… é inadmissível que quem vela pelo nosso património nada tenha feito.
O Chafariz não pode ser propriedade privada.
E mesmo esta tem de ter decoro.
Parece que já vale tudo!


(Fotografia a preto e branco retirada do “site” do“Arquivo Fotográfico Municipal” de Lisboa)